Imigrantes mortos na fronteira européia

Da wikiafrica.

Segundo a recopilação de artículos de jornais internacionais Fortress Europe pelo menos 11.976 imigrantes morreram desde 1988 até hoje na fronteira européia, dos quais 4.232 desapareceram no mar. No Mediterráneo morreram pelo menos 8.284 pessoas: 4.089 mortos entre Marrocos, Argélia, Mauritânia e Senegal em direção à Espanha e ilhas Canárias, atravessando o Estreito de Gibraltar ou o Oceano Atlântico, dos quais 1.986 desaparecidos; 2.487 mortos no Canal da Sicília, entre a Líbia, Tunísia, Malta e Sicília, dos quais 1.529 desaparecidos e 70 mortos entre Argélia e ilha Sardegna; 895 mortos no mar Egeu perto das ilhas entre a Turquia e a Grécia, dos quais 461 desaparecidos; 603 mortos no mar Adriático entre Albânia, que se limita com Montenegro e Itália, dos quais 220 desaparecidos; 597 mortos no Oceano Indiano entre Anjouan e ilha da França, Mayotte. Escondidos nos barcos de carga que viajavam diretamente a portos europeus 141 pessoas morreram.

No Saara 1.587 pessoas morreram por desidratação na tentativa de atravessar o deserto, para chegar ao Mediterrâneo, do Sudão à Líbia ou da África ocidental a Argélia, passando por Mali e Nigéria. Na Líbia:Pelo menos 560 pessoas foram mortas em setembro de 2000 por um grupo de libios durante assaltos contra estrangeiros numa cidade ao noroeste de Zawiyah

Escondidos nos caminhões morreram 283 migrantes por asfixia, ou esmagadas pelo peso da carga ou a causa de acidentes. Nos campos minados da Grécia: 88 mortos na fronteira nordeste da Grécia com a Turquia. E então:182 pessoas morreram afogadas nos rios limítrofes entre Polonia e Allemana, Croácia e Bósnia; Turquia e Grécia; Eslováquia e Austria e Eslovênia e Itália; 112 morreram congelados, outros sem água nem comida atravessando a pé as montanhas das fronteiras de Grécia, Turquia, Itália e Eslováquia durante o inverno; 23 pessoas morreram a Calais o caendo nas vías do túnel do Canal da Mancha ou fulminadas quando saltavam a rede elétrica da terminal francesa; 35 foram mortos por disparos dos militares da Guarda Civil espanhola e da polícia marroqui ao longo do alambrado entre Marrocos e os terrítórios de Ceuta e Melilla; e 187 foram mortos por militares da Turquia, Líbia, Egitto, Gambia, Marrocos, Grécia, antiga Iuguslávia, Espanha, Allemana e França, e 41 pessoas morreram congeladas viajando escondidas na brecha do trem de aterrizagem dos aviões